07/11/2018 às 11:08 - Atualizado em 07/11/2018 às 11:08

Governador eleito fala aos empresários da Fecomércio-RS

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Sem deixar de lado a gravidade do quadro fiscal do Estado, o governador eleito pelo Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, falou ontem (06) aos dirigentes e presidentes de sindicatos da Fecomércio-RS. Em cerca de uma hora, Leite demonstrou por que, na visão de seu governo, o déficit deve gerar empatia por parte das entidades para que concordem com a manutenção em mais dois anos da majoração das alíquotas do ICMS que deveriam encerrar neste final de ano.

“Não temos nenhuma receita extraordinária. Tantas medidas precisarão ser empreendidas para atuar na questão dessa crise”, disse. Ele citou que o problema já faz parte do dia a dia dele como eleito. “Estamos instalando o gabinete de transição, temos interlocutores com o governo atual. Temos apoio técnico de equipes patrocinadas pela iniciativa privada que irão nos sinalizar o tamanho das dívidas”.
Ele destacou ser favorável à redução de impostos numa agenda de competitividade ao Estado. Para isso, destaque para infraestrutura, redução da burocracia e impostos.

“Não temos como fazer uma redução abrupta, mas sim fazer isso de maneira programada. Temos uma déficit de R$ 7 bi para o próximo ano. Ainda tem mais R$ 3 bi que ficarão do exercício desse atual governo. Ou seja, são R$ 10 bi. Então essa redução abrupta do ICMS é inviável”, sinalizou Leite. Ele disse que compreende a posição das entidades empresariais, mas acredita que um colapso econômico gera perdas para toda a economia.

Leite se posicionou totalmente contrário ao aumento de salários do Judiciário e Legislativo. “Fui ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas e irei a Assembleia Legislativa apresentar como inoportunas as demandas de reajuste de salários. Sabemos que a reposição da inflação é justa, mas isso em condições normais. Vivemos uma situação dramática que precisa ser compartilhada por todos”. disse. Ele reforçou que não é possível os demais poderes receberem reajustes que custarão ao governo R$ 150 milhões de reais, enquanto que servidores do executivo assistem recebendo seus salários parcelados.

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, entregou ao governador eleito um documento com as principais pautas para o setor terciário do Estado. “Compreendemos e respeitamos o seu ponto de vista, mas teremos uma interlocução aos parlamentares sobre o nosso descontentamento com o ICMS. Temos uma responsabilidade e queremos o nosso Rio Grande mais atrativo, para não perdermos empresas aos outros estados. Não temos mais condições políticas. Faremos a defesa do nosso projeto”, reforçou Bohn. Simplificação e segurança jurídica no recolhimento do imposto também foi solicitado por Bohn ao novo governo. O dirigente falou também sobre a extinção do piso regional, demanda fundamental para um Estado mais empreendedor e eficiente.

Fonte: Fecomércio RS

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